sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fujo, sim eu fujo

Fujo do estresse da mina casa,
Da minha pobre e medíocre casa,
Encontro auxilio na selva,
Na selvagem e acolhedora mata

Perco meu tempo no silencio
Gastos meus minutos no vaco
Na solidão,
Na multidão.

Penso estar sozinho,
Mas estou enganado
Por mais que eu pense estar sozinho
Estou acompanhado

Na verdade,
No verde vale,
O som do filete da água
Este que escorre pelas pedras sinuosas

Me fazem tremer de medo
Silenciar de vertigem
Os caminhos das águas
As voltas da vida

Descendo as ladeiras,
Subindo as montanhas
Altos e baixos
Baixos e altos

É o resumo incompleto
A biografia inacabada
As paginas que refletem o magnânimo
O incompreensível, dom de viver.

"Almir, o contador de histórias reais"
26/12/10